Movimento #Euvistoobem

#Euvistoobem

Nossas histórias

No Movimento, nossa grande missão é dar segundas chances a mulheres invisíveis para a sociedade. Mulheres essas, que muitas vezes recebem nesta segunda chance, uma primeira chance digna de ser uma cidadã ativa da sociedade. 

Decidimos dar oportunidades a mulheres detentas e egressas do sistema prisional, porque atualmente, elas ficam marcadas. 80% das mulheres que estão presas estão ligadas a um crime passional, envolvido pela proteção e sustento dos filhos, marido e família. 40% delas, não foram julgadas, contribuindo para a superlotação de presídios, por não terem condições de pagar por advogados de defesas. Sendo assim, são separadas de seus filhos e família, gerando um ciclo vicioso que só adoece mais àqueles que participam.

Essas mulheres, ao receberem a oportunidade de trabalharem em um emprego digno, dão um valor enorme a cada aprendizado recebido. 87% das mulheres que passaram pelo Movimento, não voltaram a cometer delitos. 

Lutamos pela geração de oportunidades a essas mulheres. Elas merecem a chance de contribuir de forma positiva para a sociedade. Ao darmos essas oportunidades, suas famílias são reconstituídas, e damos início a um ciclo positivo de transformação social.

Yara

Yara começou a trabalhar conosco quando estava no presídio. Ela afirma que recebeu grandes oportunidades, e é grata por encontrar pessoas pacientes que estão dispostas a ensinar e a ajudar.

Juninho

Trabalhar com o Movimento trouxe esperança de volta à sua vida. É gratificante ver a mudança, poder ajudar sua família com um emprego digno e poder participar ativamente da sociedade, crescendo junto com a nossa empresa.

Gil

Gil conta que receber uma mão que ensina, ajuda e apoia traz a mudança necessária para recomeçar. Ao entrar no Movimento, sua vida se transformou e continua se transformando a cada dia que passa.

Marcela

Ela já passou por muitas áreas da empresa, e está sempre disposta a aprender. O trabalho edifica a pessoa, e no Movimento, Marcela vê a mudança e a esperança na vida dela e de outras egressas.

Mulheres que passaram pelo movimento

O sistema carcerário foi pensado e desenvolvido por e para homens. Já imaginou como é a situação das mulheres encarceradas? Suas necessidades são diferentes das dos homens e, por isso, o sofrimento dentro deste local é muito grande: superlotação, mau atendimento à saúde, principalmente de gestantes e lactantes, separação entre mães e filhos, ausência de produtos de higiene pessoal e roupas íntimas; e, o mais grave: abandono da família e sociedade.

O fator que mais leva mulheres a cometerem crimes são a pobreza e a tentativa de levar uma vida melhor à sua família. Além disso, a maioria é negra ou parda e já sofreu algum tipo de violência (física, sexual, psicológica). Grande parte dessas mulheres se propõe à traficarem drogas, e foi justamente com as políticas de repressão às drogas, que houve o aumento do encarceramento feminino. (698% entre 2000 e 2016) 

A Movimento Eu Visto o Bem busca não negar o passado, mas mostrar que uma sociedade consciente dá novas chances àqueles que buscam uma vida melhor.